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Câncer de pulmão

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Médico analisando pulmão
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Cãncer

Câncer de Pulmão

  • O que é o câncer de pulmão?

 

O câncer de pulmão é um dos três tipos mais comuns no mundo todo, para ambos os sexos, segundo dados do Global Cancer Observatory. É também a primeira causa de morte entre todos os cânceres que atingem os homens; entre as mulheres, a segunda.¹,²

 

Esse tipo de câncer é caracterizado pelo surgimento de tumores no pulmão ou dentro dos brônquios. Ele pode se dividir em dois subtipos: o câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC), que é o tipo mais comum; e o de pequenas células. ³, ⁴ 

 

Estudos apontam que a exposição frequente a carcinógenos (qualquer agente químico, físico ou biológico que possa causar câncer), como a fumaça do cigarro, leva a alterações no tecido epitelial pulmonar e, consequentemente, a mutações genéticas. Essas mutações, por sua vez, modificam o ciclo de vida natural das células e promovem a carcinogênese, que é o processo de formação do câncer. ³

 

Além do tabagismo, outros fatores de risco estão associados ao câncer de pulmão. Por isso, pessoas não fumantes também podem desenvolver a doença, ainda que isso seja menos comum.²,⁴

 

Dados do Brasil mostram que a taxa de incidência do câncer de pulmão está em queda desde 2010. Ainda assim, as estimativas da doença são altas para os próximos anos.

 

O número estimado de novos casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão no Brasil, para cada ano do triênio de 2023-2025, é de 32.560 casos, correspondendo ao risco estimado de 15,06 casos por 100 mil habitantes, sendo 18.020 casos entre os homens e 14.540 casos entre as mulheres.

 

  • Causas e prevenção

 

O tabagismo ainda é o principal fator de risco para o câncer de pulmão, sendo responsável pelo desenvolvimento de até 90% dos casos da doença. Para se ter uma ideia da magnitude da associação entre cigarro e câncer de pulmão, estima-se que um fumante tenha um risco 20 vezes maior de desenvolver a doença do que alguém que nunca fumou. Esse risco pode variar de acordo com a intensidade do tabagismo. ²

Além do cigarro, outros fatores de risco estão associados ao câncer de pulmão. 
São eles: ²,⁶, ⁷

  • Fumo passivo;
  • Cigarros eletrônicos;
  • Charutos, cachimbos e narguilés;
  • Exposição à fumaça de combustíveis domésticos de biomassa (madeira, resíduos de colheita, esterco e carvão);
  • Exposição a amianto, arsênico, cádmio, cromo, níquel, radônio; 
  • Histórico de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e outras condições pulmonares;
  • Poluição do ar ambiente;
  • Exposição ao arsênico;
  • Fatores genéticos;
  • Infecção pelo vírus do HIV.

Felizmente, a maioria dos cânceres de pulmão são evitáveis e podem ter seu risco mitigado. Uma vez que o tabagismo corresponde a cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão, a melhor forma de prevenir a doença é não fumar. Para aqueles que são ex-fumantes, por outro lado, é necessário realizar exames de detecção precoce, já que o risco de desenvolver câncer de pulmão permanece significativo.²

Outras formas de prevenção incluem reduzir a exposição a fatores de riscos ambientais, como amianto, arsênico, radônio, entre outros.

  • Principais sinais e sintomas

 

Não existem sinais ou sintomas específicos que possam afirmar com certeza se alguém tem câncer de pulmão. Isso significa que muitas pessoas são diagnosticadas com a doença quando ela já está em estágio (também chamado de "estádio") avançado.³

Porém, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), algumas pessoas com câncer de pulmão em estágio inicial podem apresentar sintomas característicos da doença. São eles:

  • Tosse persistente
  • Escarro com sangue
  • Dor no peito
  • Rouquidão
  • Piora da falta de ar
  • Perda de peso e de apetite
  • Pneumonia recorrente ou bronquite
  • Cansaço ou fraqueza
  • Crises de tosse em horários incomuns

O câncer pode se espalhar para outras partes do corpo, causando sintomas como acúmulo de fluido entre os pulmões e a parede do peito, inchaço do rosto e braços e dor óssea.³

É importante observar que nem todos esses sintomas são específicos do câncer de pulmão, o que significa que também podem ser causados por outras condições pulmonares e respiratórias. Ao apresentar sintomas persistentes, é fundamental consultar um médico para uma avaliação adequada.³ 

 

  • Como é feito o diagnóstico?

 

Muitos casos de câncer de pulmão são diagnosticados em estágios avançados, o que limita as possibilidades de tratamento e reduz as chances efetivas de cura da doença. Por outro lado, o tratamento da doença em estágio inicial está associado a maiores chances de êxito, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.²

A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença, como os listados anteriormente, ou de pessoas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença, a exemplo dos ex-fumantes.⁸ 

Após a primeira investigação, o médico pode solicitar exames complementares que ajudam no diagnóstico. Os exames iniciais que ajudam a investigar a suspeita de câncer de pulmão são o raio-X do tórax e tomografia computadorizada.

Outro exame importante é a broncoscopia (endoscopia respiratória), feita para avaliar a árvore traquebrônquica e, eventualmente, permitir a biópsia (retirada de partes do tumor com uma agulha para exame).

Se a doença for confirmada, é feito o estadiamento, para avaliar em que estágio o câncer de pulmão se encontra e se há suspeita de metástase, quando o câncer migra para outros órgãos do corpo. 

O estadiamento contempla uma variedade de exames, como biópsia pulmonar guiada por tomografia, biópsia por broncoscopia, tomografia de tórax, ressonância nuclear, PET-CT, cintilografia óssea, mediastinoscopia, ecobroncoscopia, entre outros.

 

  • Qual o médico especialista?

O profissional indicado para diagnosticar, tratar e acompanhar a doença é o oncologista, de preferência acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por cirurgião torácico, pneumologista, radioterapeuta, radiologista intervencionista, médico nuclear, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social.

Essa equipe é responsável pelo planejamento adequado do tratamento, auxiliando o oncologista no diagnóstico, na avaliação do estágio e características do câncer de pulmão.

 

  • Tratamentos disponíveis

De forma geral, os tratamentos disponíveis para o câncer de pulmão envolvem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. Os tratamentos podem ainda ser combinados entre si.

O tratamento mais recomendado para o câncer de pulmão em estágio inicial é a cirurgia, com a remoção de um pedaço do lobo (ou até mesmo inteiro) do pulmão onde está localizado o tumor. A quimioterapia e a imunoterapia são tratamentos complementares à cirurgia, a depender do estadiamento da doença.

No caso do câncer de pulmão avançado, as recomendações podem envolver a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico do paciente a combater o câncer, e a terapia-alvo, que identifica e ataca certos tipos de células cancerosas, em vez das células saudáveis do organismo. 

A imunoterapia, combinada ou não à quimioterapia e outros tratamentos, é um dos maiores focos de pesquisa da medicina atualmente, no que diz respeito ao tratamento do câncer de pulmão.

 

  • Vivendo com a doença

Pacientes diagnosticados com câncer de pulmão sofrem com um estigma maior do que os demais. As atitudes negativas e os estereótipos associados à doença, particularmente a percepção de que ela é uma condição autoinfligida, podem levar a sentimentos de culpa, vergonha e depressão entre os pacientes, resultando em uma qualidade de vida reduzida.¹⁰ 

Além dos estereótipos negativos, concepções errôneas sobre a doença podem levar à normalização dos sintomas e a ideia de fatalismo associada ao câncer, o que prejudica a detecção precoce e a adoção dos tratamentos prescritos pela equipe médica, consequentemente.¹¹

Essa discussão, portanto, precisa ser promovida entre todos os membros envolvidos no tratamento da doença, desde a equipe médica até familiares. Todos devem estar cientes da importância de desestigmatizar o câncer de pulmão e não culpabilizar aqueles que recebem o diagnóstico, por meio de uma postura empática e compreensiva.¹⁰ 

Em paralelo, iniciativas de bem-estar e qualidade de vida, baseadas em terapia cognitivo-comportamental (TCC) e apoio psiquiátrico, podem ser úteis para reduzir o estigma, as dificuldades de relacionamento e o sofrimento causado pelo diagnóstico de câncer de pulmão.¹⁰ 

Referências: 

1 - Global Cancer Observatory. Disponível em: https://gco.iarc.fr/today/home. Acesso em: 26 jun. 2023.

2 - Schabath MB, Cote ML. Cancer Progress and Priorities: Lung Cancer. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2019;28(10):1563-1579. doi:10.1158/1055-9965.EPI-19-0221. Acesso em: 26 jun. 2023.

3 - Siddiqui F, Vaqar S, Siddiqui AH. Lung Cancer. [Updated 2023 May 8]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482357/Acesso em: 26 jun. 2023.

4 - National Cancer Institute: Lung Cancer. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/lung. Acesso em: 26 jun. 2023.

5 - Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2023: Incidência de Câncer no Brasil [PDF]. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf. Acesso em: 26 jun. 2023.

6 - National Cancer Institute: Lung Cancer - Patient Version. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/lung/patient/lung-prevention-pdqAcesso em: 26 jun. 2023.

7 - Barta JA, Powell CA, Wisnivesky JP. Global Epidemiology of Lung Cancer. Ann Glob Health. 2019;85(1):8. Published 2019 Jan 22. doi:10.5334/aogh.2419. Acesso em: 26 jun. 2023.

8 - Instituto Nacional de Câncer (INCA) - Câncer de Pulmão. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmaoAcesso em: 26 jun. 2023.

9 - National Cancer Institute: Lung Cancer Research - Lung Cancer Treatment. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/lung/research#lung-cancer-treatment. Acesso em: 26 jun. 2023.

10 - Maguire R, Lewis L, Kotronoulas G, McPhelim J, Milroy R, Cataldo J. Lung cancer stigma: A concept with consequences for patients. Cancer Rep (Hoboken). 2019;2(5):e1201. doi:10.1002/cnr2.1201. Acesso em: 26 jun. 2023.

11 - Sonya R Murray and others, Reducing barriers to consulting a General Practitioner in patients at increased risk of lung cancer: a qualitative evaluation of the CHEST Australia intervention, Family Practice, Volume 34, Issue 6, December 2017, Pages 740–746, https://doi.org/10.1093/fampra/cmx057Acesso em: 26 jun. 2023.

PP-UNP-BRA-2552 - Agosto/2023

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