Artrite psoriásica

Artrite psoriásica

A artrite psoriásica pode afetar até 34,7% das pessoas com psoríase, doença que atinge cerca de cinco milhões de brasileiros. Além de atacar a pele, com manchas avermelhadas ou rosadas que têm escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, inflama as articulações, causando dores que dificultam os movimentos. Pode atingir uma ou várias articulações ao mesmo tempo. Veja quais são os fatores que aumentam o risco de desenvolver a doença, quais são os sinais e sintomas, como você pode se prevenir e quais são os tratamentos.

A doença não é contagiosa. Mas, é crônica - ou seja, não tem cura - e também é autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca o próprio organismo. A artrite psoriásica aumenta o risco de hipertensão arterial, diabetes tipo 2, obesidade e distúrbios de colesterol e de triglicerídeos. E tudo isso aumenta o risco de infarto e derrame.

Fatores de risco da artrite psoriásica

As causas da doença não são conhecidas. Mas, alguns fatores de risco da artrite psoriásica são:

Fatores não controláveis

  • Ter psoríase - 34,7% das pessoas com psoríase também têm a doença;
  • Idade - o problema pode aparecer a qualquer momento, porém, é mais comum entre os 30 e 50 anos;
  • Etnia - pessoas brancas têm mais chances de desenvolver artrite psoriásica;
  • Histórico familiar - pessoas com casos na família tem mais chances de ter a doença.

Fatores controláveis

  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Estresse.

Prevenção da artrite psoriásica

Não há como impedir a doença. Mas, evitar os fatores de risco controláveis ajuda na prevenção da artrite psoriásica e, também, a diminuir os sinais e sintomas depois que ela se desenvolve. Veja algumas medidas:

Mantenha o peso ideal – procure manter o peso sugerido pelo médico. Peça para ele orientação sobre alimentação saudável e também sobre exercícios físicos que você possa praticar diariamente.

Pare de fumar – deixar o cigarro de lado pode ajudar a evitar não só a artrite psoriásica, mas também outras doenças, como enfisema e câncer de pulmão.

Controle o estresse – é importante tirar um tempo para descansar, relaxar e se dedicar aos seus hobbies.

Sinais e sintomas da artrite psoriásica

Os sinais e sintomas da artrite psoriásica são irregulares e podem sumir e voltar por alguns períodos. Os principais são:

  • Inchaço nas juntas;
  • Dor nas juntas;
  • Rigidez nas articulações;
  • Dificuldade na movimentação,
  • Fadiga;
  • Manchas avermelhadas ou rosadas na pele;
  • Pele seca e com rachaduras;
  • Rachaduras, escamas ou mudanças de cor nas unhas.

Se você tiver um ou mais dos sinais e sintomas da artrite psoriásica, isso não significa que tem a doença. Mas, procure um médico para obter o diagnóstico correto do seu caso.

Diagnóstico da artrite psoriásica

O diagnóstico da artrite psoriásica pode ser feito no consultório pela avaliação do estado da pele, unhas e juntas. Mas, é possível que o médico também peça alguns exames, tais como:

Raio-X – permite analisar a existência de alguma mudança nas articulações, como inchaços.

Ressonância magnética – também possibilita analisar as condições das articulações de todo o corpo.

Exame de sangue – verifica possíveis sinais da doença, como anemia e atividade inflamatória.

Biópsia – quando há dúvidas, o exame pode ser feito para analisar se há alterações na pele características da doença. Para isso, uma região afetada é anestesiada e uma pequena amostra é retirada para análise laboratorial.

Tratamento da artrite psoriásica

O tratamento da artrite psoriásica é focado em diminuir os sinais e sintomas da doença e impedir que ela evolua até comprometer os movimentos. Os tipos de tratamento são:

Medicamentos – existem alguns para controlar as inflamações nas juntas e “frear” o desenvolvimento da doença. São os seguintes:

  • Anti-inflamatórios não hormonais (AINH) - diminuem a inflamação.
  • Remissivos – atuam na evolução natural da artrite psoriásica, impedindo que ela se espalhe para outros lugares do corpo ou afete muito uma articulação;
  • Biológicos – ajudam a controlar tanto as inflamações nas juntas quanto as manchas de pele causadas pela doença. Podem ser usados como tratamento principal e também em conjunto com outras terapias.

Cirurgia – em casos mais sérios, pode ser necessário fazer procedimentos cirúrgicos para reparar ou até substituir por próteses as articulação afetadas.

Nunca se automedique, mesmo que seja por indicação de amigos ou parentes que tenham um problema parecido com o seu. Um caso é diferente do outro, pode variar em tipo e intensidade e, ainda, ter outros problemas associados. Só o médico pode especificar o melhor tratamento para cada pessoa.

Referências

 

PP-PFE-BRA-1310