Psoríase

Psoríase

Estima-se que cinco milhões de brasileiros sofram de psoríase. Ela provoca lesões avermelhadas ou rosadas na pele com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, que podem coçar e doer. É mais comum nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo, mas pode se espalhar para todo o corpo. Continue a leitura e descubra quais são os fatores que aumentam as chances de desenvolver a doença, os sinais e sintomas, as formas de prevenção e os tratamentos.

Antes de tudo é preciso saber que a psoríase não é contagiosa e é crônica, ou seja, não tem cura. Mas, existem tratamentos que melhoram os sinais e sintomas e a qualidade de vida. Também é autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca o próprio corpo. Frequentemente, é associada com doenças grastrointestinais e cardiometabólicas, artrite psoriásica, diferentes cânceres e distúrbios de humor. Há vários tipos de psoríase, que podem atacar áreas específicas do corpo:

Psoríase vulgar ou em placas – é o tipo mais comum da doença. Forma escamas ressecadas na pele que podem afetar o corpo todo, inclusive os genitais. Além da coceira, é possível que cause dor.

Psoríase ungueal – ataca as unhas dos pés e das mãos, que crescem de maneira irregular, engrossam, mudam de cor ou escamam. Em alguns casos, ela faz com que as unhas descolem dos dedos com facilidade.

Psoríase no couro cabeludo – pode ser confundida com a caspa porque cria escamas brancas que se soltam quando o local é coçado.

Psoríase gutata – faz com que apareçam pequenas feridas na pele em forma de gota. Geralmente, é causada por infecções bacterianas na própria pele ou em outros lugares, como na garganta.

Psoríase invertida – neste caso, as manchas vermelhas aparecem em regiões onde o suor se acumula, como axilas, virilha, embaixo dos seios ou ao redor de genitais.

Psoríase pustulosa – além das manchas, provoca pequenas bolhas de pus. Pode causar febre, fadiga, calafrios e coceira muito forte.

Psoríase eritodérmica – é o tipo mais raro de psoríase. Pode cobrir o corpo todo com manchas vermelhas ressecadas que coçam ou ardem muito.

Psoríase artropática – além de provocar manchas vermelhas e coceiras comuns da psoríase, afeta as articulações causando dores muito fortes.

Fatores de risco da psoríase

As causas da doença não são conhecidas. Porém, existem alguns fatores de risco da psoríase são, tais como:

Fatores não controláveis

  • Histórico familiar - cerca de 40% das pessoas com psoríase têm casos da doença na família;
  • Infecções – ter infecções bacterianas ou virais constantemente.

Fatores controláveis

  • Estresse;
  • Consumo de bebidas alcóolicas;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;

Prevenção da psoríase

Evitar os fatores de risco que podem ser controlados ajuda na prevenção da psoríase e, também, melhora os sinais e sintomas depois que a doença se desenvolve. É possível fazer isso de algumas formas:

Mantenha o peso ideal – procure manter o peso sugerido pelo médico. Peça para ele orientação sobre alimentação saudável e também sobre exercícios físicos que você possa praticar diariamente.

Pare de fumar – deixar o cigarro de lado pode ajudar a evitar não só a psoríase, mas também outras doenças, como enfisema e câncer de pulmão.

Controle o estresse – é importante tirar um tempo para descansar, relaxar e se dedicar aos seus hobbies.

Sinais e sintomas da psoríase

É possível que a doença apareça e suma de tempos em tempos, pois ela é cíclica. Embora os sinais e sintomas da psoríase possam variar de pessoa para pessoa, os mais comuns são:

  • Manchas avermelhadas ou rosadas com escamas ressecadas por cima;
  • Pele seca e com rachaduras;
  • Sangramento nas partes ressecadas;
  • Coceira ou sensação de queimação na pele;
  • Unhas grossas e quebradiças;
  • Juntas duras ou enrijecidas.

Apresentar um ou mais sinais e sintomas da psoríase não significa que você tem a doença. Procure um médico, apenas ele pode fazer o diagnóstico correto.

Diagnóstico da psoríase

O diagnóstico da psoríase é feito com base nos exames físicos realizados pelo médico durante a consulta. Além disso, o histórico de saúde também pode ajudar a identificar o problema. Em casos mais raros, é possível que o médico peça uma biopsia da pele, processo em que uma região afetada pela doença é anestesiada e uma pequena amostra é retirada para análise laboratorial.

Tratamento da psoríase

Apesar de ser uma doença que não tem cura, os tratamentos da psoríase ajudam a reduzir as inflamações e a diminuir as manchas vermelhas na pele. Existem alguns tipos, veja quais são:

Medicamentos – há diferentes tipos de medicamentos indicados para o tratamento da psoríase, por exemplo:

  • Biológicos – são medicamentos injetáveis, geralmente indicados em casos moderados ou graves da doença;
  • Sistêmicos – podem ser tomados por via oral ou injetados e também são indicados em casos de psoríase grave ou moderada;
  • Tópicos – são pomadas e cremes para tratar as lesões na pele. Podem ser usados sozinhos ou em conjunto com outros medicamentos.

Fototerapia – a pele é exposta à luz ultravioleta. Ela pode ser natural ou artificial e é indicada para diminuir os sinais e sintomas da psoríase, mas o tratamento deve ser feito com supervisão médica.

Nunca se automedique, mesmo que seja por indicação de amigos ou parentes que tenham um problema parecido com o seu. Um caso é diferente do outro, pode variar em tipo e intensidade e, ainda, ter outros problemas associados. Só o médico pode especificar o melhor tratamento para cada pessoa.

Referências

 

PP-PFE-BRA-1310