Espondilite anquilosante

Espondilite anquilosante

A espondilite anquilosante é o tipo mais comum de espondiloartrite axial, problema que afeta duas vezes mais homens do que mulheres. É uma doença inflamatória que atinge, principalmente, as articulações e os locais onde os ligamentos e os tendões se conectam com os ossos (enteses) na parte axial do esqueleto. Ou seja, na região da coluna, da pelve e do quadril. Continue a leitura para saber mais sobre a doença, os principais sinais e sintomas e como é feito o tratamento.

Embora a inflamação afete mais a parte axial do esqueleto, a doença pode se espalhar para os joelhos e os ombros. Nos casos mais graves, as vértebras da coluna se fundem, diminuindo a flexibilidade e dificultando, ou até impedindo, a atividades normais do dia a dia, como sair e trabalhar.

Fatores de risco para espondilite anquilosante

Embora não se saiba qual é a causa, os fatores de risco para espondilite anquilosante são conhecidos:

  • Idade – a maioria dos casos ocorre entre 20 e 30 anos;
  • Sexo – homens representam dois terços das pessoas com espondiloartrite axial;
  • Etnia – 75% das pessoas com a doença são brancas;
  • Fator genético – 60% das pessoas com a doença no Brasil têm o antígeno HLA-B27, uma molécula que aumenta em 5% o risco de desenvolver o problema.

Como a doença não tem fatores de risco possíveis de controlar, nada pode ser feito para ajudar a prevenir a espondilite anquilosante.

Sinais e sintomas da espondilite anquilosante

Os principais sinais e sintomas da espondilite anquilosante podem variar conforme a gravidade da doença. Geralmente, eles são mais fortes no período da manhã e da noite:

  • Dor e rigidez na lombar e coluna;
  • Dos nas nádegas e parte de trás da coxa;
  • Movimentação da coluna e lombar limitada;
  • Fadiga;
  • Perda de apetite;
  • Febre.

Para caracterizar a espondilite anquilosante, os sinais e sintomas devem persistir por, no mínimo, três meses. Porém, ter um ou mais dos listados acima não significa que você tem a doença. Apenas um médico pode fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Diagnóstico da espondilite anquilosante

Para fazer o diagnóstico da espondilite anquilosante, o médico pode solicitar os seguintes exames:

  • Exame de sangue - identifica sinais de inflamações e a presença do alelo HLA-B27, que pode ser a causa para espondilite anquilosante.
  • Exames de imagem – identifica sinais de inflamações e a presença do antígeno HLA-B27, que está fortemente associada com o desenvolvimento da doença.

Tratamento para espondilite anquilosante

Como a doença não tem cura, o tratamento para espondilite anquilosante deve durar a vida toda. O objetivo é aliviar a dor, a rigidez e a fadiga, além de preservar os movimentos do corpo. Veja os tratamentos que podem ser indicados pelo médico:

Medicamentos – diminuem a inflamação, as dores e a rigidez nos períodos da manhã e da noite. Ao longo do tratamento, podem ser utilizados diferentes tipos:

  • Antiinflamatórios não hormonais (AINH) – diminuem a inflamação, aliviam as dores e são utilizados desde as primeiras fases da doença;
  • Corticosteroides – usados para diminuir a inflamação;
  • Anti-TNFs – bloqueiam a ação de proteínas responsáveis pela inflamação e induzem a remissão dos sintomas.

Fisioterapia – deve ser feita em todos os estágios da doença. Alongamentos, correção postural e exercícios dentro d’água, como a hidroginástica, ajudam a prevenir as limitações físicas e a recuperar movimentos perdidos.

Cirurgia – raramente é utilizada. Indicada nos casos mais graves, quando as juntas do quadril ou da coluna estão danificadas e impedem a movimentação.

Acompanhamento psicológico - pode ser indicado para que a pessoa se adapte melhor às mudanças que a doença causa na rotina.

O tratamento para espondiloartrite axial não radiográfica deve ser personalizado, cada paciente tem uma resposta diferente. Converse com o médico para saber o que é melhor para o seu caso e nunca se automedique.

Referências

 

PP-PFE-BRA-1310