Colite e retocolite ulcerativa

Colite e retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa, também chamada de colite ulcerativa, é um tipo de colite e ataca, principalmente, pessoas entre 30 e 40 anos de idade. Ela faz parte das doenças inflamatórias intestinais (DII) e ataca o intestino grosso (cólon), causando úlceras na mucosa que reveste o órgão, o que afeta bastante a qualidade de vida de quem tem o problema. Saiba quais são os sinais e sintomas da doença, os fatores que aumentam o risco de desenvolvê-la e como é feito o tratamento.

A inflamação causada pela retocolite ulcerativa atinge uma área contínua, não há partes intercaladas de tecido saudável e inflamado. Existem quatro tipos, que são classificados de acordo com a região do intestino grosso atingida:

  • Proctite – localizada no reto, parte final do cólon;
  • Proctosigmoidite – atinge a parte inferior do cólon e o reto;
  • Retocolite distal – atinge o lado esquerdo do cólon;
  • Pancolite – afeta todo o cólon.

Fatores de risco para colite ulcerativa

A causa ainda não é conhecida, embora existam estudos sugerindo que a colite ulcerativa acontece por um desequilíbrio do sistema imunológico, que passa a atacar o próprio organismo. Entretanto, há fatores de risco para colite ulcerativa que são bem conhecidos:

  • Idade – a maioria dos casos acontece entre 30 e 40 anos;
  • Histórico familiar – ter um parente próximo com a doença, como pai ou irmão, também aumenta o risco.

Sinais e sintomas da colite ulcerativa

Os sintomas da colite ulcerativa podem variar de acordo com a gravidade da doença e a região afetada. Mas, em geral, são os seguintes:

  • Diarreia no mínimo três por dia, geralmente com sangue ou pus;
  • Dores e cólicas abdominais;
  • Anemia;
  • Fadiga;
  • Perda de peso;
  • Baixo desenvolvimento infantil;

Existem períodos com sinais e sintomas mais visíveis e outros sem, quando a retocolite ulcerativa entra em remissão. Se você tem um ou mais dos sintomas acima, não significa que seja a doença. Procure um médico, só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar a melhor tratamento para o seu caso.

Diagnóstico da colite ulcerativa

Os sinais e sintomas da retocolite ulcerativa são muito parecidos com os de outros problemas de saúde, como a síndrome do intestino irritável. Isso pode dificultar e atrasar o diagnóstico e agravar a doença. Para fazer o diagnóstico da colite ulcerativa, o médico precisa analisar o relato da pessoa, o histórico familiar, fazer um exame físico no consultório e pedir alguns exames complementares, que podem ser:

  • Exame de fezes – mostra bactérias ou vírus que possam causar os sinais e sintomas;
  • Exames de sangue – revela sinais de anemia e de inflamação;
  • Exames de imagem – a radiografia e a tomografia podem mostrar úlceras e lesões do cólon;
  • Colonoscopia – permite visualizar o cólon inteiro e identificar inflamações;
  • Biópsia – uma amostra do tecido do cólon é retirada para análise em laboratório de alterações que confirmem o diagnóstico de colite ulcerativa;
  • Retossigmoicospia – parecido com a colonoscopia, porém, mostra apenas os últimos 30 centímetros do cólon.

Tratamento para colite ulcerativa

O objetivo do tratamento para colite ulcerativa é diminuir a inflamação, controlar os sintomas e permitir que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida. O tratamento deve ser feito por toda a vida e pode incluir:

Medicamentos - reduzem os sintomas e as inflamações do cólon. Os medicamentos variam conforme a gravidade da doença e só devem ser usados com a indicação do médico. Podem ser:

  • Antiinflamatórios – diminuem as inflamações causadas pela doença;
  • Antibióticos – controlam e previnem infecções causadas pela doença;
  • Anti-TNF – diminui a atividade inflamatória e leva à remissão dos sintomas;
  • Imunossupressores – diminuem a atividade do sistema imunológico, que ataca menos as células saudáveis.

Cirurgia – necessária quando há complicações, como o sangramento das úlceras e o surgimento de células cancerígenas no intestino. No caso de câncer, pode ser necessário até retirar o cólon.

Alimentação – alguns alimentos podem piorar ou melhorar sinais e sintomas, o médico vai definir o que deve ou não ser consumido, até para evitar a falta de algum nutriente.

O tratamento para retocolite ulcerativa, é individual, cada pessoa responde de uma forma diferente. Converse com o médico sobre as opções de tratamento para que ele indique a melhor para o seu caso.

Referências

 

PP-PFE-BRA-1310