O Sarcoma Estromal Gastrointestinal (GISTs) é um tipo raro de tumor (0,1 – 0,3% dos casos) do trato gastrointestinal (TGI) que inclui a boca, o esôfago, o estômago e os intestinos. O termo estromal é referente à origem das células que formam este tipo de câncer, que são provenientes do estroma - tecido de conexão e sustentação do TGI, também chamado de tecido conectivo. Como vários tipos de células formam o tecido conectivo, existem diferentes tipos de tumores estromais.

O local mais comum de aparecimento deste tumor é o estômago que responde por 70% desses tipos de tumores. O intestino delgado é o segundo local mais comum de manifestação desta doença, com aproximadamente 20% dos casos. Outras regiões do TGI como esôfago, intestino grosso e reto são, muito raramente, locais de manifestação deste tipo de tumor.

A dificuldade em diagnosticar e tratar GIST reside no fato de, frequentemente, este tumor não apresentar sintomas específicos. Normalmente, há apenas o crescimento da massa tumoral que pode causar sintomas como distensão abdominal, sangramento, náuseas, dor abdominal, azia e sangramentos digestivos. Em alguns casos, o tumor é diagnosticado em um tamanho avançado e é possível palpá-lo na cavidade abdominal podendo produzir obstrução da passagem do alimento pelo tubo digestivo.

No início de seu desenvolvimento, os GISTs permanecem em uma única área, como o estômago, por exemplo. Nessa situação são denominados tumores localizados. Entretanto, quando os GISTs avançam, podem se espalhar para outras partes do corpo. Quando as células de um GIST se espalham, formando novos tumores em outros locais diferentes de sua origem, o classificamos como um tumor metastático.

Quais as causas?

Como todo tumor, sabemos que ocorrem alterações no controle de divisão celular das células, seja por fatores internos como modificações (mutações) no código genético da célula, seja por fatores externos como fatores ambientais ou vírus com potencial de induzir tumores.

Diagnóstico

Durante as últimas décadas, o número de exames diagnósticos como a tomografia e a endoscopia digestiva alta, solicitados por médicos, vem aumentando consideravelmente. Ao mesmo tempo, a possibilidade de diagnosticar uma enfermidade relativamente rara aumenta proporcionalmente, o que poderá no futuro ter repercussões na incidência deste tipo de tumor.

Atualmente, o exame considerado como “padrão-ouro” para o diagnóstico e correto dimensionamento dos tumores GIST é a tomografia emissora de pósitrons (PET) com o uso de moléculas radiomarcadas. Este exame pode fornecer ao médico oncologista elementos mais completos para o tratamento dos pacientes.

Nos últimos anos, muitos debates vêm sendo realizados sobre a nomenclatura, origem celular, diagnóstico e evolução dos diferentes tipos de GIST.

Formas de tratamento

Os principais tratamentos para os cânceres têm três possíveis abordagens: a cirúrgica, o tratamento com medicações quimioterápicas e a radioterapia. A cirurgia costuma ser o tratamento de escolha para os GISTs, especialmente para tumores únicos que ainda não apresentam metástases. A terapia com agentes de alvo molecular é a opção mais utilizada para os GISTs metastáticos, enquanto a radioterapia é muito pouco empregada neste tipo de câncer.

Fontes

  • Cancer: Principles & Practice of Oncology - 7th Edition - SECTION 7: Gastrointestinal Stromal Tumor - Parte do "Chapter 29 - Cancers of the Gastrointestinal Tract"- 2005 Lippincott Williams & Wilkins
  • Gastrointestinal Oncology: Principles & Practice - 1st Edition "Chapter 53 - Gastrointestinal Stromal Tumors" - 2002 Lippincott Williams & Wilkins